Divulgada pela Rede Uruguaia de Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis, notícia informa que o prefeito do município de Carmelo assinou a carta compromisso da plataforma

Em um acontecimento inédito no Uruguai, o prefeito de Carmelo, Alejandro Brusco, se comprometeu a promover o Programa Cidades Sustentáveis em seu município e a prestar contas das ações realizadas e dos avanços alcançados, por meio dos indicadores básicos contidos na plataforma.

A informação foi divulgada pela Rede Uruguaia de Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis, organização que integra a Rede Latino-americana por Cidades Justas e Sustentáveis – da qual a Rede Brasileira e a Rede Nossa São Paulo também fazem parte.

De acordo com a notícia vinda do país vizinho, a adesão do prefeito de Carmelo à carta compromisso do Programa Cidades Sustentáveis é parte do projeto impulsionado pela Rede Uruguaia, de buscar o compromisso das autoridades municipais com a elaboração de planos de metas que possam ser monitorados pela sociedade civil.

A política de boas práticas e transparência proposta para as cidades uruguaias é uma réplica das experiências brasileira – onde 210 prefeitos assinaram a carta-compromisso com o programa desenvolvido pela Rede Nossa São Paulo, Instituto Ethos e Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis –, colombiana e argentina.

 

Com o sugestivo nome de “Para onde foi o meu dinheiro?”, aplicativo disponibilizado pela Rede Nossa São Paulo, com o apoio do W3C Brasil, ajuda cidadão monitorar a execução dos orçamentos municipal, estadual e federal

Airton Goes airton@isps.org.br

Em 2012, o governo do Estado de São Paulo gastou e investiu o montante de R$ 135,3 bilhões. Desse valor total, quanto foi gasto em educação, saúde, transporte e em outras funções da administração estadual? A resposta a esta pergunta, inclusive com o detalhamento das despesas em cada uma das respectivas áreas, está disponível a qualquer cidadão na página da internet Para onde foi o meu dinheiro?.

Disponibilizada pela Rede Nossa São Paulo, com o apoio do W3C Brasil, a ferramenta permite também ao internauta saber quais empresas ou pessoas físicas irão receber os valores a serem pagos pelo governo estadual.

Além dos gastos e investimentos do Estado de São Paulo, a página dá acesso a informações dos orçamentos da União e do Município de São Paulo. Entretanto, como a ferramenta funciona com os dados disponibilizados pela própria administração de cada ente da federação, os números atuais sobre as execuções orçamentárias da prefeitura paulistana e do governo federal estão menos completos no site.

A Rede Nossa São Paulo explica que o sistema desenvolvido replica as informações e os dados públicos disponibilizados pelos três níveis de governo utilizando uma nova concepção visual e de funcionalidade. O objetivo é facilitar o acompanhamento e o entendimento, por parte do cidadão, de como estão sendo aplicados os recursos originados nos impostos e nas taxas que ele paga.

De acordo com o W3C Brasil, que participa do projeto com orientação técnica e hospeda o aplicativo, agora será possível fazer incrementos constantes de novas funcionalidades na ferramenta, mostrando toda a potencialidade do conceito de reutilização de dados abertos como vetor de inovação permanente no desenvolvimento de aplicações.

Outra intenção do projeto é que a existência do aplicativo contribua para estimular os governos a disponibilizarem seus dados utilizando os melhores padrões de dados abertos, o que agregaria mais informações e agilidade à página “Para onde foi o meu dinheiro?”.

Concebido inicialmente pelo programador Thiago Rondon, o aplicativo cidadão continua em desenvolvimento e terá melhoramento constante de modo colaborativo e aberto, segundo as organizações envolvidas na iniciativa.

Todo o projeto está sendo desenvolvido em código aberto, ou seja, quem quiser poderá utilizá-lo, modificando-o e criando novos aplicativos, sem nenhum ônus.

A Nossa São Paulo e o W3C Brasil integram a Rede pela Transparência e Participação Social – Retps.

Aplicativo já está disponível para celulares

Além do site na internet, o aplicativo gratuito já está disponível para celulares que utilizam plataforma Android. Clique aqui para instalar o aplicativo.

Sobre a Rede Nossa São Paulo

Integrada por cerca de 700 organizações filiadas, a Rede Nossa São Paulo tem como missão mobilizar diversos segmentos da sociedade para, em parceria com instituições públicas e privadas, construir e se comprometer com uma agenda e um conjunto de metas, e articular ações visando a uma cidade de São Paulo justa e sustentável.

Ao disponibilizar este aplicativo, a Rede Nossa São Paulo visa contribuir para ampliar a transparência dos gastos públicos e estimular o cidadão a exercer sua cidadania, acompanhando e participando das discussões sobre o orçamento, ou seja, para onde vai o dinheiro que ele paga em impostos e taxas.

Sobre o escritório W3C Brasil – W3C.br

Acompanhando deliberação do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e os requisitos do W3C (World Wide Web Consortium), o NIC.br deu início às atividades do escritório do W3C no Brasil – o primeiro na América do Sul.

O W3C é um consórcio internacional com a missão de conduzir a Web ao seu potencial máximo, criando padrões e diretrizes que garantam sua evolução permanente. Mais de 80 padrões foram já publicados, entre eles HTML, XML, XHTML, RDF, SPARQL e CSS, que se constituem o eixo tecnológico da web aberta e dos dados abertos.

O W3C no Brasil vem reforçar os objetivos globais de uma Web para todos, em qualquer aparelho, baseada no conhecimento, com segurança e responsabilidade. Mais informações em http://www.w3c.br/.

 

Representantes de quatro movimentos da Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis estiveram em São Paulo no dia 17 de janeiro para acompanhar o lançamento da 4ª edição da pesquisa sobre os Indicadores de Bem-Estar no Município (IRBEM), realizada pela Rede Nossa São Paulo. A pesquisa mede a percepção do paulistano sobre a cidade e sua qualidade de vida – que ficou com a nota 4,7, menor indicador desde que a avaliação foi criada.

Após a participação no evento, os integrantes da Rede deram seu parecer a respeito do IRBEM:
“Dentro do trabalho que os movimentos vêm fazendo, a pesquisa de percepção faz uma avaliação de como o cidadão percebe, tem a noção da sua cidade. É uma ferramenta para a população se dar conta de como ela reconhece a sua cidade e também para o poder público tomar decisões. É mais uma forma de os movimentos levarem informação qualificada para a sociedade como um todo e, a partir daí, reunir os agentes que podem fazer essa transformação nas políticas públicas. É de extrema relevância e um desafio para a Rede Brasileira criar ambiência para levar essa pesquisa para outros municípios a partir do exemplo da Rede Nossa São Paulo”. (Daniel Madorra, Movimento Nossa São Luís)

“A importância é fazer um retrato do que a população pensa sobre sua qualidade de vida. É tão importante quanto os indicadores oficiais, porque ajuda a fazer o cruzamento e ver, de fato, como é a qualidade de vida e a sustentabilidade no município. Para os movimentos é mobilizador, porque é uma forma fazermos o controle social, nos mobilizarmos e ampliarmos nossa força nas cidades.” (Cleomar Souza Manhas, Nossa Brasília)

“O IRBEM permite um conteudo de grande importância para a cidade e todos os segmentos. Permite verificar o que o cidadão percebe naquele momento. É um complemento para os indicadores oficiais. É muito rico para que se possa desenvolver políticas públicas, investimentos, identificar oportundiades de negócios, melhorias em temas que são recorrentes. Ou seja, convalida os mais diversos tipos de ações dos mais diversos atores sociais. É uma arma para os movimentos e uma ferramenta de construção para o poder público.” (Ivan Silveira da Costa, Nossa Belém)

“A principal importância é você saber o que a sociedade está sentindo sobre a cidade e a gestão pública. Os indicadores trazem as informações oficiais. Mas como a sociedade percebe o que está escrito, muitas vezes positivamente? De repente, não acontece ou não é assim que é percebido. Então, é fundamental confrontar esses dois olhares: o do indicador e o da percepção da sociedade. É complementar. Recife não tem, e eu voltei convencida de que a gente precisa ter uma coisa assim. Ajuda a planejar e a cobrar o poder público.” (Susana Simões Leal, Observatório do Recife)

 

Para Oded Grajew, coordenador geral da Rede Nossa São Paulo, indicadores revelam que muita coisa está errada e que a cidade quer mudança.

Divulgada pela Rede Nossa São Paulo nesta quinta-feira (17/1), a 4ª edição da pesquisa sobre o nível de satisfação dos paulistanos, denominada IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município), revelou que os moradores da cidade atribuem nota média de 4,7 para a qualidade de vida na cidade – numa escala de 1 a 10 e onde o ponto médio da escala é 5,5. “É o menor indicador que tivemos desde o início da avaliação”, afirmou Márcia Cavallari, CEO do Ibope, durante a apresentação do IRBEM 2013.

Segundo ela, a grande maioria dos indicadores piorou na comparação com os anos anteriores. “Dos 169 itens pesquisados, temos hoje 82% avaliados com média inferior a 5,5″, relatou Márcia, antes de complementar: “Acima [de 5,5], ficaram 17% dos itens”. No ano passado, os itens que receberam nota acima da média representavam 22%.

Sensação de insegurança na cidade é destaque na pesquisa
Nesta edição do IRBEM, a área da segurança pública é a que apresenta itens com maiores variações negativas individuais. Aspectos como a segurança na cidade como um todo, nos bairros e a ronda policial obtêm as piores avaliações desde 2009, quando foi iniciada a série de levantamentos anuais. Além da avaliação negativa destes aspectos, é nítida a sensação de insegurança na cidade, visto que 9 em cada 10 paulistanos afirmam que São Paulo é um lugar pouco ou nada seguro para se viver. Violência em geral, assaltos/roubos, tráfico de drogas e sair à noite são as situações que geram mais medo no dia a dia na cidade. O índice de citação da alternativa “sair à noite” dobrou de um ano para o outro.

Quando perguntados sobre medidas importantes para diminuir a violência na cidade, os paulistanos afirmam que combater a corrupção na polícia e nos presídios seria a principal ação a ser tomada, seguida de ações voltadas para a criação de oportunidades de trabalho para jovens de baixa renda.

Como em anos anteriores, os aspectos subjetivos ou pessoais da vida dos paulistanos, tais como suas relações com parentes ou amigos, religiosidade ou relacionados com a carreira profissional estão entre os aspectos que mantêm-se acima da média. Mesmo assim, a maioria das médias observadas nestes itens são menores do que as dos anos anteriores.

Os aspectos relacionados à transparência e participação política na cidade continuam sendo mal avaliados. Entretanto, a punição à corrupção obtém uma pequena variação positiva neste último ano.
As questões relacionadas ao tempo médio de marcação para quaisquer procedimentos médicos, sejam consultas, exames ou procedimentos mais complexos, atingem médias abaixo dos anos anteriores. O tempo médio de espera para a marcação de internações ou cirurgias, por exemplo, chega a 178 dias.

Na educação, a falta de vagas em creches/pré-escolas e a falta de respeito e valorização dos profissionais da educação destacam-se entre os pontos mais críticos na percepção dos paulistanos. Em relação à mobilidade, a satisfação com o tempo gasto com deslocamentos pela cidade piora (a média de satisfação passa de 4,4 para 3,8).

Das 26 instituições e órgãos públicos avaliados, a maioria absoluta dos paulistanos declaram que confiam em 15 delas. O Corpo de Bombeiros, os Correios, o Metrô, a Sabesp, o Procon e a Eletropaulo são as que apresentam índices de confiança superiores a 70%. As instituições ou órgãos públicos que têm maior nível de desconfiança na opinião dos paulistanos são a Câmara Municipal, o Tribunal de Contas do Município, as Polícias Civil e Militar e a Prefeitura de São Paulo.

Confira aqui a apresentação da pesquisa IRBEM 2013.

Cidade quer mudança
Para Oded Grajew, coordenador geral da Rede Nossa São Paulo, os indicadores revelam que há muita coisa errada na cidade. “Quando 170 mil crianças estão sem creche na cidade mais rica do País, a gente percebe que algo está errado. Quando a diferença dos indicadores entre as regiões mais ricas e mais pobres chega a dezenas, centenas e milhares de vezes, a gente percebe que algo está errado. Quando apenas 1% do lixo da cidade é reciclado, quando haveria oportunidade de trabalho para a população na reciclagem, a gente percebe que algo está errado. Quando temos dois grandes rios passando pela cidade de São Paulo que hoje são esgotos a céu aberto, algo está errado. Quando 91% da população se sente insegura, algo deve estar errado. Quando nos postos de saúde as pessoas esperam dois meses para serem atendidas por um médico, e tantos morrem no meio do caminho, algo está errado. A cidade quer mudança”, afirmou.

Após o pronunciamento de Grajew, o prefeito Fernando Haddad disse que, para fazer de São Paulo um lugar melhor para se viver, primeiro, é preciso ter consciência dos problemas que se enfrenta no município. Ele ressaltou a importância de a sociedade civil estar mobilizada em favor da cidade e a necessidade de se buscar várias estratégias para conseguir recursos.

Haddad agradeceu à iniciativa da Rede Nossa São Paulo e se prontificou a participar sempre de eventos como o lançamento da pesquisa IRBEM 2013. “Vamos fazer disso aqui um ambiente privilegiado, de debate de alto nível, para que as coisas possam acontecer”, declarou. Finalizando, ele avaliou que São paulo tem “inteligência suficiente” para resolver os problemas que atualmente enfrenta.

Sugestões de metas
Durante o evento, o prefeito Fernando Haddad recebeu um conjunto de propostas para o Plano de Metas que seu governo terá de apresentar em até 90 dias após a posse. As sugestões foram preparadas pelos grupos de trabalho (GTs) Orçamento, Educação, Meio Ambiente, Democracia Participativa, Juventude, Mobilidade Urbana, Regionalização e Saúde, que integram a Rede Nossa São Paulo.

“Nossa proposta é antes de mais nada que inauguremos uma era de transparência, democracia participativa e desenvolvimento sustentável”, afirmou Maurício Broinizi, coordenador da Secretaria Executiva da Rede Nossa São Paulo, ao apresentar o documento.

Manifesto contra a violência
Além das propostas para o Plano de Metas, Haddad recebeu também o manifesto “Eliminando a violência na raiz de suas causas”, também lançado no encontro. O manifesto foi lido por Caci Amaral, integrante do Grupo de Trabalho Democracia Participativa.

A iniciativa do manifesto é da Rede Nossa São Paulo, Centro Santo Dias de Direitos Humanos da Arquidiocese de São Paulo, Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social, Instituto São Paulo contra a Violência, Pastoral Fé e Política da Arquidiocese de São Paulo e Sociedade Santos Mártires.

Posteriormente, o documento será entregue ao governador Geraldo Alckmin e ao ministro da Justiça, José Eduardo Martins Cardoso.

Sobre o IRBEM
O IRBEM (Indicadores de Referência de Bem-Estar no Município) revela como anda o nível de satisfação dos paulistanos em relação à qualidade de vida em São Paulo. A pesquisa aborda 25 temas, alguns com aspectos subjetivos como Sexualidade, Espiritualidade, Aparência, Consumo e Lazer e outros que tratam de condições mais objetivas de vida, como Saúde, Educação, Meio Ambiente, Habitação e Trabalho.

O levantamento apresenta também, pelo sexto ano consecutivo, o nível de confiança da população nas instituições (Prefeitura, Câmara Municipal, Polícia Militar, Poder Judiciário etc) e a avaliação do poder público e dos serviços por ele oferecidos. Tempo de espera por uma consulta médica e tempo de espera nos pontos de ônibus são alguns dos itens que integram a pesquisa.

Para a pesquisa lançada nesta quinta, foram entrevistados 1.512 moradores da capital paulista com 16 anos ou mais entre os dias 24 de novembro e 8 de dezembro de 2012. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Veja repercussão na mídia sobre a pesquisa IRBEM

Questões pessoais e familiares são prioritárias; preocupações com a sociedade em geral ficam em segundo plano.


Os moradores do Rio de Janeiro entendem a importância de iniciativas coletivas para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos como um todo. Eles se mostram preocupados com a degradação do meio ambiente. Entretanto, saúde, segurança, situação financeira, trabalho e educação são questões emergenciais, consideradas prioritárias. É o que revela a pesquisa de percepção “Rio de Janeiro – Desenvolvimento Sustentável”, realizada pelo movimento Rio Como Vamos e elaborada em junho de 2012 por ocasião dos eventos da RIO+20.

A pesquisa ouviu 2 mil moradores de 149 bairros da cidade, de Copacabana à Santa Cruz, de maio a junho de 2012. Eles responderam perguntas sobre os seguintes temas: consumo, produção responsável, eficiência energética, trabalho, qualidade de vida, conservação da cidade, políticas sociais e responsabilidades.

 

Veja outras conclusões da pesquisa:

 

- Soluções imediatas para melhorar a saúde e o transporte urbano têm preferência sobre ações preventivas e com efeitos de longo prazo.

- Ações para melhorar a qualidade de vida da população que não demandem tempo, atenção ou dinheiro são usuais, independentemente da renda do cidadão – como não sujar a cidade ou economizar água e luz. Já iniciativas que requerem maior esforço, como descartar corretamente equipamentos eletrônicos, separar o lixo ou optar por produtos menos poluentes, são praticadas por pessoas com maior nível de renda, em geral.

- Cerca de 90% dos cidadãos acreditam que as escolas deveriam ensinar valores éticos, sociais e cuidados com o meio ambiente, tendo como foco as crianças, adolescentes e jovens (gerações futuras).

- As soluções para o problema do lixo na cidade passam sempre pela reciclagem e coleta seletiva, e são consideradas responsabilidade de todos: governo, empresas e sociedade.

- Escolher o que comprar e economizar energia são ações praticadas pelos moradores, que podem melhorar a vida na cidade.

- Elevado percentual da população pagaria o necessário por produtos menos nocivos à sociedade e ao meio ambiente, principalmente no segmento de alimentação.

- Se tivessem aumento de renda, as pessoas comprariam produtos melhores e não necessariamente em maior quantidade.

- Mesmo sem aumento de renda, os moradores do Rio de Janeiro optariam por produtos menos nocivos ao meio ambiente se estes custassem o mesmo valor dos demais.

Movimento Nossa Betim

Durante os dias 11 e 12 de dezembro, Betim (MG) sediou o seminário sobre “Incidência dos Movimentos por Cidades Justas e Sustentáveis sobre o Legislativo e Orçamento Público”. Organizado pelo Movimento Nossa Betim e Fundação Avina, com apoio da Fiat e Instituto Vale Verde, o encontro teve como objetivo promover a troca de experiências entre os Movimentos por Cidades Justas e Sustentáveis de diversos países da América Latina que já fazem acompanhamento de Legislativos e Orçamentos Públicos para, a partir dessas experiências, propor um conjunto de orientações sobre como os Movimentos podem realmente contribuir para o fortalecimento da democracia participativa.

“Acompanhar o que os vereadores fazem e como os recursos públicos são aplicados é um dos caminhos para fortalecer a democracia participativa, levando os cidadãos a se envolverem cada vez mais com as decisões que afetam o desenvolvimento das cidades. Os Movimentos trabalham com a premissa de que não basta mais apenas escolher candidatos, através do voto. É preciso acompanhar como os mandatos são cumpridos, de que forma esses gestores que elegemos estão realmente contribuindo para que as cidades se desenvolvam de forma justa e sustentável”, explica o secretário executivo do Movimento Nossa Betim, Oswaldo Barbosa.

No primeiro dia do evento, representantes de movimentos do Brasil, Argentina, Uruguai, Colômbia e do Chile apresentaram de que forma estão acompanhando os legislativos de suas cidades. “Ficou claro nas apresentações que há um esforço dos movimentos para avançar do acompanhamento quantitativo para o qualitativo. Ou seja, saber se o vereador comparece à sessão e quanto tempo fica nela é importante, mas precisamos saber também que tipo de projetos ele está propondo, qual a relação desses projetos propostos com as necessidades reais das cidades”, enfatiza a representante da Fundação Avina, Gláucia Barros.

Uma característica comum a todas as apresentações foi a necessidade que os Movimentos sentem de qualificar os legislativos. “Ficou claro que muitos vereadores precisam ser qualificados para exercerem bem o seu papel de representar a população”, enfatiza Glaucia. Da mesma forma, a população também precisa ser mobilizada de forma mais intensa para participar dos movimentos e exercer de forma efetiva a democracia participativa. “Saber como funciona o Legislativo e Orçamento Público é um direito do cidadão para que, a partir daí, ele possa exercer outros direitos”, acrescenta Barbosa.

Orçamentos

No segundo dia do seminário, o tema foi acompanhamento dos Orçamentos Públicos, com apresentação de experiências de movimentos do Brasil, Uruguai, Argentina e Equador. “Em relação às experiências brasileiras, mesmo com a Lei de Acesso à Informação – em vigor desde o ano passado – ficou claro que o acesso às informações de aplicação de recursos pelas prefeituras ainda é a maior dificuldade encontrada pelos movimentos para que, de fato, possam incidir nos orçamentos”, explica Gláucia. E quando as informações são disponibilizadas, geralmente estão em formatos de difícil compreensão para a população. Nesse sentido, o papel dos movimentos têm sido o de “traduzir” essas informações para uma linguagem de fácil entendimento à população e, a partir daí, mobilizar para a participação nas decisões.

Entre as iniciativas apresentadas que chamaram a atenção dos presentes estão dois softwares desenvolvidos por ONGs paulistas que estão fazendo parcerias com o Movimento Nossa São Paulo para avançar no monitoramento do orçamento público. O primeiro deles chama-se “Cuidando do Meu Bairro” e foi elaborada pelo Grupo de Pesquisa em Políticas Públicas para o Acesso à Informação, da USP. O programa permite que o usuário veja, no mapa da cidade, o local exato onde estão sendo aplicados os recursos, que tipo de obra está sendo realizada e acompanhe assim o andamento do investimento.

A segunda ferramenta apresentada chama-se “Para Onde Foi o Meu Dinheiro”(www.paraondefoiomeudinheiro.com.br). Através dela, o cidadão pode acompanhar a distribuição dos recursos por área (educação, saúde, habitação etc) e o detalhamento dos investimentos. Por exemplo, do total investido em educação, quanto foi para ensino fundamental, ensino médio e para qual região da cidade etc. A ferramenta vai detalhando as informações até chegar no nome das empresas que estão recebendo os recursos para executar os serviços.

Segundo a coordenadora de indicadores e pesquisas da Rede Nossa São Paulo, Clara Meyer, que coordena o desenvolvimento da ferramenta, a ideia é difundir este recurso para todas os municípios que se integram à Rede Brasileira de Movimentos por Cidades Sustentáveis. “Vamos começar solicitando às prefeituras que disponibilizem a informação sobre a execução orçamentária em formato aberto, para facilitar o trabalho de organização dos dados e sua publicação pela Internet”, conta Clara.

Sistematização

Para que todas as informações geradas no seminário sirvam efetivamente para orientar os demais movimentos da Rede Brasileira e da Rede Latino-americana de Movimentos por Cidades Justas e Sustentáveis no acompanhamento de Orçamentos e Legislativos, um grupo de trabalho criado durante o seminário vai sistematizar as experiências e redigir um documento com orientações práticas e reflexões que subsidiem esse tipo de atuação. “Não queremos desenhar um modelo porque temos aqui diferentes cenários, legislações e culturas. Queremos reunir um conjunto de dicas já testadas pelos movimentos e que têm se mostrado eficientes para esse objetivo”, ressalta Gláucia. Esse documento deve ser finalizado até fevereiro para ser compartilhado com as mais de 55 iniciativas que integram a Rede Latino-americana.

El observatorio ciudadano de calidad de vida Jalisco Cómo Vamos presentó los resultados de la Segunda Encuesta de Percepción Ciudadana de Calidad de Vida en el Área Metropolitana de Guadalajara 2012 ¿Cómo nos vemos los tapatíos? Los resultados se presentaron, por primera ocasión, de forma comparada entre los datos de 2011 con los nuevos datos de 2012.

Los ciudadanos del Área Metropolitana de Guadalajara dieron a su calidad de vida una calificación de 71 sobre 100, tres puntos por debajo de la calificación que le dieron en 2011 (74 puntos). Para más personas el ingreso resulta insuficiente, hay más pobreza, estrés, desigualdad e incidencia delictiva. La percepción de que el rumbo de la ciudad va por mal camino aumentó seis puntos porcentuales respecto del año pasado. En 2012, 60% de los ciudadanos piensa que la ciudad va por mal camino, mientras que en 2011, 54% de los ciudadanos pensaba lo mismo.

Al mismo tiempo que se dan las tendencias anteriores, en 2012 existe una mayor sensación de felicidad. Los tapatíos son optimistas y están convencidos de que la ciudad es apropiada para que sean felices. La calificación promedio de la dimensión de Capacidades individuales –Economía y empleo, Pobreza y desigualdad, Educación, Salud, Cultura y recreación, y Relaciones interpersonales– subió; la calificación promedio de la dimensión de Entorno urbano –Desarrollo urbano, Vivienda, Movilidad, Medio ambiente, y Espacio público– permaneció igual; y la calificación promedio de la dimensión de Contexto institucional –Gobierno, Servicios públicos, Seguridad y justicia, y Ciudadanía– bajó.

Los resultados de la encuesta se pueden descargar dando clic aquí

 

En el evento, integrantes de los movimientos van a cambiar experiencias y proponer metodologia de seguimiento de los presupuestos Públicos e Legislativos

La prática de la transparencia pública cada vez más gana fuerza en Brasil, especialmente a partir de la aprobación de la “Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/2011)” y de la actuación de los Movimientos por Ciudades Justas, Democráticas e Sustentables, que movilizan las ciudades donde están presentes para obtener avanzos en ese campo. En el actual contexto, en que 79% de la población de la América Latina y 85% de la población brasileña vive en ciudades, la participación social en la discución de metas y prioridades de gestión es fundamental para asegurar la calidad de vida para todos.

Para cambiar experiencias sobre como fortalecer la democracia participativa y la transparencia, va a ser realizado, em Betim (MG), el seminario sobre “Incidência de Movimentos por Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis sobre o Legislativo e Orçamento Público”. En el evento, que va a ocurrir entre los días 11 y 12 de diciembre en el Parque Ecológico Vale Verde, representantes de los Movimientos del Brasil y de países de la América Latina como Chile, Ecuador, Argentina, Paraguay, Mexico, Colómbia, Bolívia, Uruguay y Peru, van cambiar experiencias y proponer una metodologia de atuacción en ese sentido.

“La participación de la sociedade en los planes de gestión municipal, así como el seguimiento y evaluación de la execución de eses planes por medio de los indicadores y estatísticas és una poderosa herramienta para garantizar los derechos de generaciones futuras y presentes”, dice Oswaldo Barbosa, del Movimento Nossa Betim, anfitrión del evento. Según él, esa nueva manera de movilización, participación y controle de la sociedad sobre la gestión de las ciudades procura asegurar que lasacciones colectivas y las políticas públicas esteán orientadas por indicadores y metas, sean transparentes en la divulgación de los resultados alcanzados, sean evaluadas permanentemente y contribuyan para mejorar la calidad de vida com sustentabilidade.

Durante el seminario, representantes de los movimientos de São Paulo (SP), Ilhéus (BA), Ilhabela (SP), Belo Horizonte (MG), Córdoba (Argentina), Mendonza (Argentina), e de la Red Chilena de Territorios Ciudadanos, que ya estan trabajando con el seguimineto del Legislativo y Presupuesto Público, van a compartir sus éxitos. “Queremos sistematizar esas experiencias y, entonces, proponer una metodologia de actuación que pueda ser una orientación para los Movimentos”, agrega Oswaldo.

Los Movimientos por Ciudades Justas e Sustentables son independientes y apartidarios, y surgieran para movilizar y articular distintos sectores de la sociedad para contribuir en la gestión de las ciudades y comprometer la sociedad y los sucesivos gobiernos con la ética y la transparencia, agregando como valor esencial la democracia participativa.

Red Latinoamericana: Representantes de los Movimientos de la Red Latinoamericana por Ciudades Justas, Democráticas e Sustentables estaran reunidos también en Betim en los días 9 e 10 de diciembre, para hacer una evaluación de las acciones desarrolladas en 2012 y presentar los temas, los avances y desafios de los movimientos latinoamericanos en los proximos años.

La Red Latinoamericana es compuosta por cerca de 50 iniciativas ciudadanas actuantes en diversas ciudades de la América Latina. La Red trabaja para mejorar la calidad de vida en lo centros urbanos, a partir de la generación de informaciones, de la incidencia en las políticas públicas y de la divulgación de movilizaciones con objetivo de cambiar las actitudes de los ciudadanos.

Rede Brasileira: La Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis hará también en Betim su reunión anual. El encuentro será en los días 13 y 14, en el Hotel Casa Blanca. Los integrantes de la Red harán un resumen de las actividades de 2012 y van a proponer, entre otros temas, los caminos del Programa Cidades Sustentáveis, lanzado en 2012 en Brasil.La Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis fué lanzada en julio de 2008, en Belo Horizonte. Tiene como objetivo promover el cambio de informaciones y conocimientos entre los integrantes de la Red – hoy 39 Movimientos – para promoción de aprendizaje, el apoyo y fortalecer cada experiencia local.

Movimento Nossa Betim: El Movimento Nossa Betim es una iniciativa que articula y moviliza una ampla alianza entre ciudadanos, empresas, organizaciones de la sociedad civil y instituiciones de enseãnza y pesquisa, para construir y comprometer la sociedad y los gobiernos con la transparencia, el control social y un conjunto de metas para el desarollo justo, sustentable y ecologicamente responsable de la ciudad, con objetivo de mejorar la calidade de vida de aquelos que viven en todas sus regiones.Lanzado en diciembre de 2010, el Movimiento Nossa Betim es autónomo, apartidario y abierto a participación democratica de todos los que quieran contribuir con sus objetivos.

Realização: Los eventos estan siendo organizados por el Movimento Nossa Betim, Fundação AVINA, Redes Brasileira e Latino-Americana por Cidades Justas e Sustentáveis, con apoyo de Fiat Automóveis, Nossa BH y Instituto Vale Verde.

Lunes, 19 de noviembre de 2012

Bogotá recibe entre 19 e 21 de noviembre más de 50 delegaciones latino-americanas que participan del congreso “Ciudades y Cambio Climático”, que busca comprometer las autoridades locales en programas de mitigación y adaptación al Cambio Climático.

Gustavo Petro, Alcalde Mayor de Bogotá, abrió el panel de presentación de resultados realizando la lectura del “Pacto de la Ciudad de México”.

En la secuencia, el Alcalde de la Ciudad de México, Marcelo Ebrard, contó el histórico del pacto la importancia de una acción coordinada de los gobiernos locales, “No puedes estar en el pacto de la ciudad de México si no estableces metas de reducción. Las metas, informaciones y acciones deben ser verificables”, declaró.

Según el primer balance, toda las ciudades signatarias del pacto cumplieron con el compromiso de presentar un informe y rendir cuentas.

En ese sentido las ciudades están mostrando acciones innovadoras, que muestran resultados concretos en la búsqueda de comunidades más resilientes y sustentables.

El próximo paso es la búsqueda de fuentes de financiamiento para avanzar más rápido y más profundamente en este proceso, señaló el alcalde de México.

Gabriel Sánchez Díaz, presidente de la Fundación Pensar (Secretariado internacional del Pacto) presentó los principales resultados del Pacto que cuenta con ciudades signatarias de todos los continentes y de todos los portes.

Un año después del lanzamiento de la iniciativa, todas las ciudades reportaron sus compromisos que actualmente están siendo evaluados por la iniciativa Carbonn, de la ciudad alemana de Bonn.

Las principales acciones desarrolladas en el marco del Pacto se encuentran en las áreas de movilidad Sustentable, uso de fuentes de energía renovables, manejo sustentable de los residuos, uso de la tierra y regeneración de biodiversidad, entre otros.

La Fundación Pensar, secretaria ejecutiva del Pacto, buscará articular con más redes y organizaciones para dar más solidez al proceso del Pacto.

Martha Delgado, Secretaria de Medio Ambiente de México DF, destacó la importancia del Pacto para la participación de las Ciudades en las Cumbres de Cambio Climático de Nacionaes Unidas y dio la palabra para alcaldes de algunas de las ciudades signatarias para presentar sus experiencias y avances en relación a los compromisos asumidos de mitigación y adaptación al Cambio Climático.

Finalmente, Mauricio Bugueño, de Chiloé, Cómo Vamos?, realizó apreciaciones al Pacto Climático Global de Ciudades “Pacto de la Ciudad de México”, en representación de la Red Latinoamericana por Ciudades y Territorios Justos, Democráticos y Sustentables.

Los principales puntos que Bugueño destacó fueron:
• La Red Latinoamericana de Ciudades valora los propósitos, agenda y compromisos establecido en el Pacto Climático de Ciudad de México y expresa su voluntad de colaboración y diálogo con este Foro.
• En este marco, esperamos la generación de espacios de participación y coordinación, en el espacio técnico y de sinetgia política con el Pacto.
• Entendemos que la presencia de la sociedad civil es una necesaria contraparte, para los procesos de evaluación, seguimiento y control de los compromisos de las autoridades, asi como para las posibles mejoras de sus mecanismos.

Para que sea esto posible, como Red Latinoamericana por ciudades Justas y Sustentables, consideramos fundamental:

• Establecer espacios de participación ciudadana en las diferentes etapas, desde la planificación hasta la ejecución de los compromisos;
• Avanzar hacia un sistema de indicadores que permitan dar seguimiento y evaluar los resultados;
• Implementar planes de metas, que traduzcan los compromisos en metas concretas y mensurables para un determinado periodo de tiempo;
• Colocar a disposición de la ciudadanía todas las información públicas de manera transparente y realizar rendiciones de cuentas periódicas con participación de la sociedad civil, utilizando las herramientas mencionadas anteriormente;
• Determinar un porcentaje mínimo del presupuesto para medidas de mitigación y adaptación.

El 5 y 6 de noviembre se llevará a cabo el II Foro de Nuestra Córdoba “En clave ciudadana: Información y conocimiento para una ciudad más justa, democrática y sustentable”. Esta es la segunda edición del Foro organizado por la Red Ciudadana Nuestra Córdoba, una instancia para el debate en torno a cuestiones urbanas que hacen a la calidad de vida, la democracia y la sustentabilidad de la ciudad.

Durante dos días se debatirá en sesiones temáticas sobre problemáticas diversas de 10 áreas de la ciudad: Ambiente, Democracia Participativa, Desarrollo Socioeconómico, Desarrollo Urbano y Vivienda, Educación, Salud, Seguridad, Seguimiento Presupuestario, Transparencia y Acceso a la Información Pública y Transporte y Movilidad Urbana.

En el II Foro se presentarán los Indicadores Ciudadanos 2012 desarrollados por los Grupos Temáticos de Trabajo de la Red. Además, será un espacio para reconocer los trabajos de investigación realizados por representantes de organizaciones sociales y de diversos sectores (público, privado y académico), así como a periodistas que producen información y evidencias sobre temáticas trascendentes para la ciudad, y participen del Premio Nuestra Córdoba a la Investigación en Clave Ciudadana convocado por la Red Ciudadana Nuestra Córdoba.

Lugar: En esta oportunidad, las sesiones temáticas se realizarán en espacios descentralizados de organizaciones miembros de la Red Ciudadana Nuestra Córdoba: la Universidad Católica de Córdoba (Obispo Trejo 323), el Centro de Ingenieros de Córdoba (Av. Vélez Sársfield 1600), el Consejo Profesional de Ciencias Económicas (Av. Hipólito Yrigoyen 490), y la Facultad de Derecho y Cs. Ss.-UNC (Independencia 258).

Destinatarios: abierto a todos aquellos ciudadanos y ciudadanas movilizados por alguna de las problemáticas que atraviesan cada uno de los ejes temáticos, y/o aquellos/as que producen información sobre alguno de éstos, como también a referentes de organizaciones sociales, empresas, universidades, organismos del sector público, periodistas y estudiantes.

Modalidad: La participación es flexible y se podrá asistir a las sesiones temáticas e instancias plenarias de mayor interés.

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Apoyan:
ARCOR- IBM- Fundación AVINA- Canal 10-La Voz del Interior-Universidad Católica de Córdoba-Universidad Nacional de Córdoba-El Agora-Consejo Profesional de Ciencias Económicas-Centro de Ingenieros de Córdoba

Más información en: www.nuestracordoba.org.ar